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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vi a Perla na TV e tive uma premonição!!!

Em 1979, eu morava no Catete e estava desempregado. Tinha me demitido da boate "Fossa", onde acompanhava vários cantores, sob a batuta do pianista Ivan El Jaick.
Na época, eu tinha 18 anos, gostava de rock, mas tocava música brasileira dos anos 50, o que - para mim - não fazia nenhum sentido.
Você acredita em premonição? Pois é: um dia antes de ser contratado para acompanhar a artista, era um sabadão, e eu estava sentado na sala assistindo o programa do Aerton Perlingeiro (Almoço com as Estrelas) e quem surge cantando: Perla! Não sei porque, tive uma certeza avassaladora de que ia trabalhar com ela, mesmo não conhecendo, sem ter nada que nos ligasse
Meus amigos acreditem: dois dias depois, eu acabei viajando pelo Brasil inteiro, durante aquele ano, acompanhando a cantante paraguaia.
A banda era um "power trio": Renato Baraldo, na guitarra (excelente músico), eu, ao contrabaixo e um baterista, uma cara muito simpático, chamado Dirceu, com quem acabai compondo algumas canções (sempre referendadas como "uma merda" pelo Reinaldo).
Rodamos o Norte/Nordeste, Minas e o interior de São Paulo e parte do Sul do país, fazendo uma média de dois shows por dia, para se ter idéia do prestígio da artista.
Ah! Ela era simpática, inteligente e muito, muito sacana. Várias e várias vezes me deixou em situações constrangedoras com brincadeiras que, invariavelmente, acabavam com o marido dela na época, João Reinaldo, me jogando na piscina.
Com a sequência de shows, eu fui pirando na batatinha e lembro que saí da banda porque, numa excursão para o sul do país, eu não quis viajar de ônibus. Só iria se fosse de avião.
É obvio que não fui atendido e levei um pé-na-bunda, prá deixar de ser metido.

Um show da esquadrilha da fumaça nos céus do Rio - 1966/67

A música é uma bobeira, faz parte do filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura". O que vale a pena é ver o show da esquadrilha da fumaça, com os velhos T-6's. Maravilha!!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Almoço no Veloso


A prova de que o PF do Veloso é um sucesso: o exigente Orlando, top of the masters da Só Imóveis Leblon, rega com um ótimo azeite a sua posta de dourado. Valor do prato R$ 10,80. Enjoy it!

Urca



Paisagem para poucos. Os cariocas não tem o hábito de visitar a Urca, o que é uma benção para os moradores, mas um desperdício para a memória e para a retina de todos. Manhã de terça-feira, com neblina, e toda essa beleza se descortina!

Padaria Rio Lisboa



Leblon, fim de tarde.
É hora de comer pão com manteiga e tomar um bom cafezinho na padaria Rio Lisboa, na Ataulfo de Paiva. No comando do balcão do café, com toda a simpatia, fica o Sr. Manoel. Taí, vale a nota, é gente fina!

domingo, 21 de junho de 2009

Almoço no Olinda Bar



Aqui estão as fotos do Olinda Bar, um dos "moscas" mais procurados no Leblon. Vão as fotos do bar, onde se confundem porteiros, autônomos, corretores, ambulantes, entre outros. A comida, que sai da cozinha capitaneada pela Dona Dacy, é de primeira qualidade, dentro da simplicidade do local, que fica na Dias Ferreira, pertinho do Zona Sul.
Nossa avaliação: ambiente: 3/ preço: $/ Comida: 10!

Bom dia!


Colônia dos Pescadores no Posto 6, próximo do Forte, por volta das 7:00h.

sábado, 20 de junho de 2009

É, do Gonzaguinha, interpretada pela Simone

A gente não tem cara de babaca! A gente não está com a bunda exposta na janela prá "passar" a mão nela...

Escatológico!

"De ratos, baratas e outros insetos"
(ou Quanto vale a sua lealdade?)
"Em política, prepare-se para trair e para ser traído".
(frase usada por dez entre dez consultores em livros e
cursinhos de marketing político partidários)
A lealdade está a venda. Sim, é verdade.
A "onda", agora, é ser pragmático: mudar de lado ou de opção é apenas uma questão de preço (ou de cargo).
Muita gente que, até ontem, estava reclamando e chorando, clamando por "urgentes mudanças", agora começa a "aceitar os fatos da vida", que "as coisas são assim mesmo e que é complicado mudar".
É realmente complicado mudar estruturas viciadas. Quem chega, mesmo que esteja bem intencionado, esbarra em barreiras de interesses, por vezes intransponíveis.
Como bem disse Paulo Betti, "não é possível fazer política sem colocar a mão na merda". No pior sentido da frase, pode-se entender que ninguém sai limpo deste jogo, onde os interesses pessoais ou de determinados grupos, além da hipocrisia prevalecem. Mas também dá prá entender que, se compararmos a nossa política ao esgoto, é preciso colocar a mão na merda para resolver problemas que causam mal estar a todos.
A política do esgoto ou "aceitando os fatos da vida".
É que no esgoto da política, convivem por motivos diversos, ratos, baratas e demais insetos.
Os ratos, cada vez mais gordos e agressivos, tem no esgoto a sua proteção. É para lá que retornam depois de predar a vontade, contaminar, disseminar seu mal. Já as baratas e outros insetos repulsivos vivem, realmente, daquele ambiente. Retiram de lá o seu alimento, reproduzindo-se em velocidade espantosa, quase como replicantes e acabam se canibalizando.
Ratos e baratas convivem, mesmo sem se misturar. Só tem em comum, precisar do mesmo ambiente. Já as baratas e os demais insetos disputam espaço na podridão.
No esgoto da política, "quem aceita os fatos da vida" pode, no máximo, torna-se um rato. Mas, normalmente, os novos cooptados não podem nem escolher entre ser uma barata ou qualquer outro inseto repulsivo da mal cheirosa fauna das fossas. É agarrar a oportunidade e repetir aos quatro ventos que "as coisas são assim mesmo e que é complicado mudar"
Normalmente, a barata (ou qualuer outro inseto) justifica sua entrada no esgoto pela necessidade de sobreviver. Ele gostaria de ser um inseto livre, viver na natureza, mas "as coisas estão difícies e ele tem que se sustentar". Uma vez lá dentro, vai olhar com inveja para os ratos. Se puder, vai se metamorfosear em pulga, para conviver mais de perto com estes, mesmo correndo o risco de ser devorado.



E as "mudanças urgentes"?
Meu avô, o "seu Paschoal", era encanador. Quando eu era menino, várias vezes o acompanhei, carregando orgulhoso, uma pasta velha, de couro, onde ele guardava petrechos e ferramentas.
Quando ele chegava na casa das pessoas, tinha que resolver situações extremas: esgoto vazando, vasos sanitários entupidos... Coisas com as quais ninguém quer mexer, mas com as quais são impossíveis de conviver.
Se o dono da casa aceitasse o fato como "coisa da vida" e se meu avô considerasse que "certas coisas são difíceis de mudar", metade da Vila Madalena estaria submersa em fezes.
Ainda bem que eles acreditavam na viabilidade das "mudanças urgentes"!
Moral da história: ratos, baratas e parasitas se proliferam, um cheiro nauseabundo empesteia o ar, mas já que "é complicado mudar", o que resta é "aceitar os fatos da vida" e mergulhar na merda, com gosto!
Marcelo Mungioli, publicado no ano de 2007, nos blogs “Ubatuba Víbora” e “O Guaruçá”.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

1978

Acho que foi ao ar no Natal de 1978, num especial da Bandeirantes.

Almoço Executivo - Bar Veloso, no Leblon


Trabalha no Baixo Leblon? Só tem 45 minutos para almoçar? Vai a dica: Almoço Executivo no Bar Veloso!
Durante a semana, no horário do almoço, o bar oferece um cardáio executivo muito legal, com preços excelentes.
Entre os pratos servidos estão um brochete de mignon, com purê, sempre no ponto.
O preço, R$ 10,90, mais 10%. O guaraná sai por R$ 2,50.
Na foto, almoço executivo da quinta-feira, frango com fusili, ao molho pomodoro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Luzes da Cidade: o grande amoroso - Carlitos por Vinícius

Vós, cidadãos homens, representantes de um mundo a que governais e de uma civilização a que destes forma; homens de todas as classes e profissões, que fazeis governos e os derrubais, que criais culturas e as deitais por terra, que fabricais guerras e morreis delas, que vindes crescendo e vos aprimorando — ser heróico a perseguir a Lua desde a treva das origens; vós, homens do tempo, criaturas solitárias incapazes de solidão, donos da criação e escravos de vós mesmos; vós, inventores do tédio e do ressentimento, portadores da verdade e da mentiras absolutas, perseguidos da tristeza, da alegria precária e efêmera, sempre contingenciados pelo vosso limite a que, no entanto, não aceitais...

Vós que sufocais a mulher, que a mantendes com pulso de ferro no nível que gostais de chamar “a sua inferioridade física e intelectual”; vós que amais a mulher nas suas algemas, pórque temeis a sua liberdade para amar; vós, que, porque temeis a realidade da mulher, a desprezais e maltratais, e porque a desprezais recebeis em troca o artifício e a traição...

Vós, homens que não sabeis mais amar — ide ver e amar Carlitos. É tal a sua devoção pela mulher amada que decerto isso vos tocará o coração. Seu abandono ao encanto da presença amada é tão grande que, estou seguro, isso vos envergonhará da vossa reserva. Seu préstimo é tão válido sempre que se trata de proteger a mulher amada, que, não há dúvida, isso vos fará sentir pequenos em vossa indiferença e egoísmo.

Carlitos ama a mulher amada desde que a vê, e quando nota que ela não pode vê-lo, na escuridão de sua cegueira sem amargura, não a ama melhor porque seu amor tem um fundo de bondade. Carlitos a ama porque ela é uma mulher, um ser genuíno e belo, e talvez um pouco porque ela o cria, em sua treva, à imagem do que ele gostaria de ser. Ele vem, pé ante pé, sentar-se ao seu lado, e se perde em contemplação até que ela o acorde com um jato d’água na cara, provindo do vaso que lava. Seu amor é feito de sonho, sim; mas nunca perde contato com o real. A realidade está sempre presente para humanizar a exaltação e o sonho. Ele lhe compra flores com o último níquel que possui, leva-lhe presentes capazes de lhe minorar a necessidade — um pato depenado, umas frutas, uma couve-flor; mas não deixará que tampouco que a realidade retire à vida o seu elemento de poesia—colocará a couve-flor à lapela, num gesto que revela não só o seu sentimento de elegância como o seu profundo senso de humor e a sua imensurável bondade. Ele procura distrair sempre a mulher amada da solidão em que a mergulha sua cegueira. Ser fragílimo, vai lutar boxe para poder pagar-lhe o aluguel vencido, e o faz com um medo que é a maior coragem do mundo. Arrosta conscientemente a prisão para que ela possa ser operada dos olhos — e nos apresenta, ao sair do cárcere, uma imagem de si mesmo que é a própria estátua da miséria e do desconsolo.

No final, ao reencontrá-la já curada, dona de uma pequena loja de flores no eterno conto de rua do filme, passa pelo vexame de ser humilhado e ofendido à vista da mulher amada por um uns garotos jornaleiros que sempre o perseguem. E quando a vê, seu olhar traduz uma tal ternura, que aquilo toca o coração da jovem, e ela lhe oferece uma moeda e uma flor.

Ele aceita, de longe, com medo de tocar a mulher amada, a flor que ela lhe estende. Mas ao depositar-lhe a moeda na mão, ela o reconhece pelo tato. “É você?...”, diz ela no auge da piedade e sofrimento de quem vê todo o seu sonho de Cinderela ruir por terra.

O olhar final que Carlitos lhe dá — de amor, temor, esperança, e humildade totais — não é apenas um dos maiores momentos da arte de todos os tempos: é também uma mensagem,de que a vida não termina ali, de que ela segue sempre seu doloroso curso, com o sonho e a realidade eternamente abraçados, a aumentar a perplexidade dos homens e a desafiá-los a descobrir a verdadeira fórmula da vida.

Vinícius de Moraes
Publicado em Última Hora, 07/dez/1951.

TV RIO

Em tempos de "stand up comedy", recuerdos de um tempo em que tudo "tinha que dar certo", mesmo que desse errado.

Dorival Caymmi falou prá Oxum...


Não é birra, mas ver o Caymmi de costas para o mar e com o violão dentro da caixa é sempre esquisito. Prefiro o Braguinha, de braços abertos a receber quem chega à Copacabana

domingo, 14 de junho de 2009

COPACABANA


Bom dia a todos! Uma boa semana! E voltem sempre!!!

Video "Gringo"

Achei esse vídeo, feito no início dos anos 90, por algum gringo "mal intencionado". O foco principal era mostrar as boates da Av. Princesa Isabel. Mas, como tudo se recicla com o tempo, o videozinho acaba servindo como uma viagem, como um panorama geral, de como essa parte do Rio ficou mais bonita, mais arrumada. Vamos lá?

O Rio de Janeiro de 1967

Esse passeio pelo Rio, de helicóptero, é um clássico. Está eternizado no filme "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura". Vale a pena ver sempre, aqui ao som de Gilberto Gil, em "aquele abraço".