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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu vô Paschoal

Voltando ao assunto "fim do mundo": mergulho no túnel do tempo, empurrado pela Paula e sinto que o passado e o futuro se confundem e se misturam.
Pense naquele caleidoscópio, em preto e branco, das aventuras de Tom e Dowge...
Eu e meu avô, andando pela Luiz Anhaia, num dia de verão no início dos anos 60. Ele segura a minha mão e eu, preocupado com o meu futuro (naquele tempo havia o mote "de mil passastes, de dois mil não passaras", que era repetido zilhões de vezes (a arenga da época era católica) pergunto:
- "Vô, o mundo vai acabar no ano 2000?"
E ele respondeu, com toda a segurança e certeza: "Não, o mundo só acaba para quem morre!"
Não lembro se a resposta dele me tranquilizou ou me apavorou ainda mais, pois a palavra morte, para uma criança, é sempre aterradora, com significados diferentes do que pensam os adultos.
Só sei que hoje discordo do bom vô Paschoal. O mundo não acaba para quem morre. Tudo continua em outras dimensões, em outros espaços, de outras formas...

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