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sábado, 20 de outubro de 2012

Concha y Toro

 Depois do City tour, fomos direto para a vinícola Concha y Toro. em Pirque, no Vale de Maipo, que fica -mais ou menos - a uma hora da capital chilena. A entrada da vínicola, imponente, já faz pressentir o que está por vir: jardins de um parque, de inspiração francesa, que faziam parte da residência de verão do fundador da vinícola, Don Melchor, que hoje empresta o nome, ao mais valioso vinho da casa.
Jardins esplêndidos, muito bem cuidados, com lagos, alamedas, estátuas de ferro e bronze... Tudo monumental, para valorizar ainda mais a marca. O passeio pelas alamedas e pelo vinhedo, antes das degustações é um dos momentos mágicos da visita. 



 A vinícola Concha y Toro oferece visitas guiadas em dois idiomas: inglês ou espanhol. Escolhemos fazer a visita mais simples, em espanhol, que conta a estória do Casillero del Diablo e dá direito à degustação de dois vinhos. Visitamos as caves, as plantações e algumas instalações da vinícola.

Na loja da vinícola, os vinhos estavam muito barato (julho de 2012), mesmo se comparados com os preços dos supermercados chilenos!!!
Acredito que essa relação de preço seja uma constante, então, aproveite e BOAS COMPRAS!!!

Chile

O principal objetivo da maioria dos brasileiros que vão ao Chile no inverno é o de ter contato com a neve, por um preço em conta.
Santiago do Chile é uma cidade linda, limpa e muito interessante. Vale a pena conhecer com calma, caminhando pelas "calles" e aproveitando os "cafés com piernas" (cafeterias, onde as atendentes trabalham com as pernas à mostra - folclóricas, no centro da cidade).
Abaixo, a planta baixa do transporte público em Santiago, com destaque absoluto para o metrô local.



domingo, 15 de julho de 2012

Pousando em Santiago


POUSO E CHEGADA A SANTIAGO
    Finalizando o relato: o voo transcorreu sem problemas, apenas alguma turbulência (inevitável) ao cruzar a Cordilheira dos Andes. Dali até Santiago são menos de 15 minutos de voo. O pouso acompanhou o padrão do voo e da tripulação (tranquilo).

     Na chegada, com a temperatura beirando os 4º C, subimos através do finger, e atravessamos os corredores do aeroporto à caminho da imigração. O Chile opera num sistema de tolerência zero com sementes, brotos, frutas e embutidos. Nada entra sem controle. As multas começam com o equivalente a US$ 200 e podem chegar aos milhares. Se vc for levar uma maçã para o lanche, se não a consumir no avião, jogue fora ou entregue para o funcionário de plantão, antes de passar pela barreira sanitária!
TAXI ATÉ PROVIDENCIA
    Quem não tem transfer programado, pode pegar um dos taxis do aeroporto. O valor da viagem (do aeroporto até o bairro da Providencia) fica em torno dos US$ 35.  Para os cariocas: A distãncia é parecida com o trajeto Zona Sul - Ilha do Governador. O valor é salgado!

Lan Chile - Voo LA773

  CHECK IN 
    O voo LA773 (Rio de Janeiro/Santiago) parte às 17:20h. A passagem da Lan Chile informa que a apresentação no aeroporto deve ser às 14:20h, ou seja, TRÊS horas antes do embarque.
     Tudo bem, cheguei no horário determinado pelo e-ticket e, qual não foi a minha surpresa, o check in estava aberto pontualmente às 14:20h!
       Check in rápido e informal, com a confirmação dos assentos previamente marcados no site da LAN e...
esperar a abertura do portão da área de acesso ao embarque internacional. 
NÃO MELHORA
    Aproveitei para andar até a área doméstica do Terminal 1, subindo a escada rolante (que estava funcionando) para tomar um lanche (no caso um mate e pães de queijo no Mega Mate - com gosto e consistência de anteontem...).
     Aberta a área de acesso ao embarque internacional, às 15:30h, passei pelo detetor de metais, pela Polícia Federal e fui ao free shop Duty Free. Com poucos produtos e preços nada convidativos, o espaço é para compras de última hora (esqueceu a escova de dentes? Pasta dental? Desodorante?) ou um chocolate para esperar o momento do embarque.
       Na área de embarque, tomei um cafezinho (bom, por sinal), aguardando a chamada do voo.

   
EMBARQUE
     Com algum atraso, o pessoal de terra da LAN iniciou o procedimento de embarque. A aeronave, uma airbus A-320, com 28 fileiras. Ao embarcar, jornais para leitura distribuídos na porta  e uma surpresa desagradável: a poltrona suja, com leite... Mas nada que um lenço úmido não resolvesse!
     Aeronave correndo na pista (por volta das 18:00h), decolagem tranquila, ganhando altitude... 


    O comandante - atencioso - nos passa detalhes da rota até Santiago: Proa Santos, passando por São Paulo, seguindo para Foz, Mendoza, atravessando a Cordilheira dos Andes, pousando na capital do Chile, às 22:00h.
    Ao meu lado, viajou uma chilena, médica formada no Brasil, que trabalha na área administrativa do sistema de saúde chileno. Me contou que estava no Rio para participar da Maratona. Através dela, fiquei conhecendo um pouco de como funciona o povo chileno e o quão rígida e dividida é aquela sociedade.
    Mas isso é assunto para um próximo post. 
SERVIÇO DE BORDO
    Agora, vamos falar do serviço de bordo: na hora do jantar, serviram um sanduíche de salame, queijo, tomate e cebola, acompanhado por vinho tinto (preferi beber um suco). De sobremesa, serviram uma torta de chocolate (insossa). 
    A LAN forneceu fones individuais (dez canais de áudio - música internacional de ótima qualidade), enquanto nas TV's de LCD da aeronave(com problemas de definição), um filme e epsódios da série Friends podem ser apreciados durante o voo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Viajando no Tempo, a bordo de um fusca 1970


De fusca, rumo ao Rio

Dez horas da manhã do sábado, 22 de setembro de 2007,  na rua Esteves da Silva, defronte ao bar do Ribeiro. Entro no fusca, ano 1970 e ligo o motor.
No momento em que a chave girou no contato foi como se eu mergulhasse no túnel do tempo (meu seriado favorito nos anos 60) e, após passar pelo caleidoscópio dos anos, voltasse a um passado medianamente distante, naquele mesmo local.

O carro avança por uma cidade que vive da pesca artesanal, que tem a segunda maior frota pesqueira do Estado de São Paulo..
Me preparo para viajar para o Rio de Janeiro, passando por uma Rio-Santos de reminiscências. Voltei ao ano de 1974 e estou passando por caminhos paradisíacos, rumo ao lado norte de Ubatuba. Não há invasões, periferias, violência. Tudo é verdade, mas parece um sonho...

Caiçaras andam a pé ou de bicicleta pelos acostamentos. São pescadores artesanais, que viviam dignamente. Muitos deles já trocaram suas valiosas terras por televisões, fogões ou refrigeradores.
Passo pelo Perequê-Açu deserto, vendo a Barra da Lagoa ao fundo, de longe vejo os barcos, as canoas...
A Vermelha do Norte selvagem, o mar batendo tão forte que os respingos do mar chegam a respingar nos vidros do carro.
Passo por uma Itamambuca dos primórdios, dos primeiros campeonatos de surf, das meninhas de tanga, deixando entrever os pêlos pubianos, uma ousadia da época.
Deixo-me envolver pelo estrondo da cachoeira do Promirim,  passo pelo Léo antes do desabamento, com os pesqueiros aguardando a maré...
Puruba, Ubatumirim dos pescadores, pela Fazenda dos sonhos, tendo ao fundo o caminho da vila da Picinguaba...
Na cachoeira da Escada, não há como não parar para observar a força daquelas águas. E perguntar: para onde vai tanta água? Durante todos estes milhares de anos, nunca se pensou em economizar ou aproveitar esta água... e se esta água faltar no futuro???
Cruzo a divisa, descendo em direção ao templo dos bichos grilos, Trindade. Flautas e violões, pedidos de carona, um clima de "primeira canção da estrada" (e não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada...) até chegar em Parati.

Daí prá frente, um susto. Estamos na época da construção de Angra 1. Não é permitido filmar, nem fotografar.
- Mas como é mesmo o nome do lugar onde vão construir a usina?
- Itaorna
- Itaorna não quer dizer "pedra podre"?


Passei batido e cheguei ao Frade. Um frade sem marinas, nem condomínios. Caiçaras, meninas bonitas, sorrisos.
Próximo a Angra, paro para esticar as pernas. Olho a geografia acidentada e penso em como seria bonito ver ali, reproduzido, uma villa italiana ou aquelas construções típicas das ilhas gregas.
De volta à estrada, passo por Mangaratiba, procurando no horizonte a Ilha Grande, o maior presídio onde estão muitos presos políticos, "mas nem é bom pensar nisso, que pode acabar sobrando, vou deixar prá lá"*
* esclarecendo: na ditadura, a coragem era para bem poucos. Exatamente por este motivo, pela nossa índole conciliadora e "de deixar prá lá" que tenham sido 21 anos de regime militar.
Da estrada dá prá ver o "macaquinho", trem de passageiros que ligava Mangaratiba a Santa Cruz. De lá, até a Central do Brasil eram mais duas horas no "parador".
Santa Cruz, Campo Grande. Pela Avenida Brasil deserta, lá vai o fusca...
Bangu, Realengo, CEASA.... Passo pela entrada de Caxias, a então periferia  mais violenta do Rio...
Bem, agora é relaxar, Penha, Ilha, Bonsucesso e cheguei ao Centro, mas pelo bairro da Saúde.
Entro pela presidente Vargas e passo lentamente pela rua Pinto de Azevedo* (era a rua da luz vermelha), para ver o espetáculo das mulheres, de calcinha e sutiã, na calçada, a espera de fregueses).
imagem retirada do Blog "Largado em Guarapari"

Entro pela Lapa, no auge da decadência, com seus botecos sórdidos e malandros “agulha”, de lá é um pulo, passando defronte à Mesbla, até chegar ao Aterro do Flamengo.

Neste momento, como que acordando de um sonho, me dou conta que hoje é o Dia Mundial sem Carro. O trânsito é caótico. Começaram um movimento, mas esqueceram de avisar o pessoal para deixar os carros em casa. Conclusão: ruas fechadas e muitos congestionamentos.
Foram seis horas de viagem e trinta e um anos de lembranças.
"Em seis horas, tive todas as idades,
revi e revivi bons e maus momentos.
Tudo isto, dentro de um fusca
 (ou de uma máquina do tempo)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Weather Report - Birdland

Impossível nao viajar no tempo...
Direto para o final dos anos 1970, início dos anos 80!
http://youtu.be/Ae0nwSv6cTU